O SINDJUFE/MS promoveu, na manhã desta sexta-feira (07), uma reunião com os servidores do PJU em Mato Grosso do Sul para a organização de um movimento de pressão em defesa da categoria.
A atividade fez parte das ações chamadas pela Fenajufe e ocorridas em todo o Brasil no Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Servidores do Judiciário Federal.
Federação e sindicatos de base enfrentam um momento crucial na luta pela valorização da categoria. Na abertura do encontro, a coordenadora-geral do SINDJUFE/MS, Márcia Pissurno, lembrou que, desde 2005, os servidores do Poder Judiciário da União e do MPU trabalham sob um plano de cargos e salários que, apesar de algumas alterações salariais, permanece inalterado em sua essência, a realidade de hoje impõe a reestruturação da nossa carreira, o trabalho mudou, o judiciário tem que acompanhar a evolução dos tempos também na reestruturação de carreira de seus servidores. Nos últimos anos, a categoria tem observado uma resistência significativa por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) em reconhecer e valorizar os servidores.
Recentemente, a insatisfação aumentou com o reajuste do auxílio-alimentação concedido através da Portaria Conjunta nº 2/2025, que ficou muito aquém das expectativas, mesmo após o trabalho da Fenajufe que retirou a trava legal que impedia aumentos além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“Vocês acompanharam o reajuste do auxílio-alimentação, bem aquém do que a gente esperava. Auxílio- saúde sem reajuste. Precarização do judiciário com contratação de residentes jurídicos. Proposta de melhoria de adicional de qualificação aprovada pelo fórum de carreiras não foi examinada até agora pelo ministro Barroso. STF não nos apresentou nenhuma proposta de reajuste até agora! Precisamos mostrar que estamos nos sentindo desrespeitados, desvalorizados. Este é o momento de mobilização da categoria “, destacou a coordenadora do SINDJUFE/MS e da Fenajufe.
Mobilização e Organização
A insatisfação generalizada deu origem ao chamado da Fenajufe para a mobilização nacional. Conforme o calendário divulgado pela entidade, o marco principal será um grande ato de paralisação previsto para o dia 20 de março, envolvendo tanto os servidores do MPU quanto do Poder Judiciário da União. O objetivo é pressionar o Supremo Tribunal Federal e a magistratura como um todo, para que levem em consideração as reivindicações da categoria.
“Essa reunião de hoje é o início de um processo de mobilização dos servidores para que no dia 20 de março a gente faça um grande ato de paralisação para que haja de fato respeito a todos servidores”, enfatizou Márcia Pissurno.
De acordo com ela, há também iniciativas para envolver aposentados na luta, como o projeto para acabar com a taxação dos aposentados e instituir o auxílio-nutrição para o segmento.
Neste sentido, a coordenadora Zeneide Alencar destacou a importância da mobilização realizada neste 7 de fevereiro como demonstração do descontentamento da política desigual de tratamento dado pelo Judiciário. Para a dirigente do SINDJUFE/MS, “precisamos estar mobilizados, seja virtualmente hoje ou presencialmente em outra ocasião, como nos velhos tempos, levantando faixas, fazendo passeatas e vuvuzelas.
O coordenador Gilberto Terra lembrou que não há nenhuma previsão orçamentária para reajustes ainda neste ano de 2025, mesmo diante da atuação dos representantes, como é o caso do SINDJUFE/MS e da Fenajufe, junto ao Fórum de Carreira do CNJ.
Para ele, é preciso de todos os servidores estejam unidos e preparados para uma grande greve geral. “A nossa falta precisa ser sentida para que haja uma negociação mais séria”, ponderou.
A mobilização será mantida no PJU do Mato Grosso do Sul. O SINDJUFE/MS providenciará a confecção de faixas para serem fixadas nos locais de trabalho, além de outdoors e a presença em atividades na capital federal.
Uma nova assembleia também será chamada para que a categoria delibere sobre a paralisação no dia 20 de março, em defesa da inclusão dos servidores no Orçamento.
Apelo à União e Participação
A coordenadora Francine Linhares chamou a atenção para a necessidade de maior envolvimento da categoria, com a união de todos neste momento.
Fabia Britez lembrou que os servidores são fundamentais para a máquina do Judiciário. “Se não fizermos a nossa parte, o Judiciário não vai funcionar, seja na Justiça Federal, no TRT ou no TRE”. A dirigente do SINDJUFE/MS ponderou que se houver paralisação no dia 20 de março, os servidores em home office também devem participar, “abrir faixas, se mobilizar. Não é contra os juízes, é para que eles também nos tragam para participar do orçamento”.
A reunião contou com a participação de servidores de todos os ramos da justiça, da capital e do interior. Servidores de Três Lagoas, Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Dourados, Nova Andradina, São Gabriel do Oeste, e Campo Grande marcaram presença. O servidor Diego, lotado em Três Lagoas, relatou que acompanha as notícias da carreira, e acha necessário que a categoria participe desse movimento! A servidora aposentada e liderança de base de Dourados, Irene, falou que o servidor do interior muitas vezes fica alheio desse debate, sendo necessário um trabalho de convencimento pessoalmente.
Ao final, coordenador Celso Rondon ,enfatizou que a mobilização está apenas começando e crescerá com o tempo, contando com a participação de todos.